Corredor entre racks de servidores em um data center
TECNOLOGIA

A indústria musical se divide sobre IA: uma licencia, duas processam

A WMG fecha acordos de licenciamento, enquanto UMG e Sony seguem em disputa judicial contra Suno e Udio. RIAA, A2IM, WIN e IMPALA propõem rotulagem padronizada.

POR REDAÇÃO ZAZAZINE // 4 MIN DE LEITURA

A Warner Music segue fechando acordos de licenciamento de IA. Universal e Sony seguem em batalha judicial contra Suno e Udio. As três são majors, e estão fazendo coisas opostas com o mesmo problema.

Duas apostas incompatíveis

Licenciar significa aceitar que o treinamento vai acontecer e tentar ser pago por ele. Processar significa apostar que o tribunal vai declarar que aquilo não podia ter acontecido.

As duas estratégias não podem estar certas ao mesmo tempo — e cada uma enfraquece a outra. Um acordo de licenciamento é a prova de que existe mercado para o que a ação judicial chama de uso indevido.

A proposta que tenta costurar

RIAA, A2IM, WIN, IMPALA e outras entidades propuseram um sistema padronizado de rotulagem para identificar conteúdo gerado por IA nas plataformas de streaming.

É a saída mais modesta e provavelmente a mais viável: não resolve quem tinha direito ao quê, mas dá ao ouvinte a informação que hoje ele não tem.

Por que a etiqueta é difícil

Nenhuma música comercial é feita sem máquina. A questão nunca foi presença de software, e sim em que ponto da cadeia a decisão criativa saiu de uma pessoa.

Qualquer rótulo terá que responder isso em uma palavra. É aí que a proposta vai ser testada.