
TSE cogitou vetar canais políticos no WhatsApp
Ministros do TSE consideraram proibir canais políticos no WhatsApp antes do 2º turno, mas o presidente do tribunal nega. A medida afetaria canais com mais de 200 mil inscritos, como o 'Exército do Lula'
Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cogitaram proibir o funcionamento de canais políticos no WhatsApp 48 horas antes do segundo turno, segundo revelação da jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. A medida valeria para canais com mais de 200 mil inscritos e atingiria sobretudo o ‘Exército do Lula’, que tem 7 milhões de seguidores. No entanto, o presidente do TSE nega a existência de tal plano.
Contexto
A votação do segundo turno é neste domingo, 25/10, entre Lula e Flávio Bolsonaro. A Futurism relata que centenas de manifestantes protestaram na terça-feira em frente ao escritório da Meta em São Paulo, contra suposta interferência eleitoral. O protesto coincide com ordem do TSE para que a Meta comprove tratamento equitativo aos dois candidatos. A questão que fica é: quem regula o território onde a cultura política brasileira vive hoje, o canal de WhatsApp e o feed, e com que regras a dois dias do voto? A transparência de critério versus o risco de censura é um debate que vale para os dois lados. Segundo o Nexo Jornal, essa não seria a primeira vez que o TSE age sobre espaços digitais em 2026.


