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CANNABIS

Maconha apreendida vira matéria-prima de pesquisa

A PF e a UFRGS unem forças para transformar maconha apreendida em canabidiol para pesquisas farmacêuticas, em um projeto que busca tornar medicamentos mais acessíveis no Brasil

/ 2 MIN DE LEITURA

A Polícia Federal (PF) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão trabalhando juntas em um projeto inovador: transformar maconha apreendida em canabidiol (CBD) para pesquisas farmacêuticas. Segundo o Smoke Buddies, o projeto ‘Canabidiol: do produto do crime ao produto da saúde’ já demonstrou a viabilidade técnica de extrair CBD de maconha apreendida.

O contexto

A iniciativa envolve também o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e o Ministério Público Federal (MPF). O objetivo é contribuir para a produção de medicamentos mais acessíveis no Brasil. É ironia que o Estado, que normalmente incinera a maconha apreendida, agora a utilize como insumo de saúde.

A UFRGS enviou um pedido de autorização para um projeto piloto de extração de CBD de cargas apreendidas pela PF, de acordo com o Canaltech. Outros projetos semelhantes estão em andamento no Pará, onde a PF trabalha com a UFPA e a UFSC para transformar maconha apreendida em biocombustível. Além disso, o PL 2726/24 prevê doar cannabis apreendida a laboratórios que pesquisam uso medicinal.

O futuro

Ainda há pendências para apuração, como a quantidade de maconha usada, o volume de CBD obtido, o prazo para um medicamento e o papel da Anvisa. No entanto, o projeto já representa um importante passo para o acesso a medicamentos mais acessíveis no Brasil, onde o CBD importado é caro e o acesso depende de liminar.