Dois técnicos em traje de proteção integral dentro de uma câmara industrial iluminada de rosa
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Explosão em laboratório de extração mata dois em Oklahoma

A SoloS Extracts operava com licença estadual inválida e tinha sido notificada em janeiro por sistema antiincêndio vencido. O dono responde por dois homicídios em primeiro grau.

POR REDAÇÃO ZAZAZINE // 5 MIN DE LEITURA

À 1h15 da manhã de 27 de agosto, uma explosão destruiu a SoloS Extracts, no complexo empresarial Morrow-Gill, em Sand Springs, Oklahoma. Dois funcionários morreram: Michael Newman, encontrado ainda vivo e morto no hospital, e Stephen Scott.

Pelo menos 25 empresas vizinhas foram danificadas ou destruídas. Trechos de telhado foram arrancados, paredes cederam e vigas metálicas ficaram retorcidas.

O que já se sabia antes

Em janeiro de 2026, uma inspeção do corpo de bombeiros de Sand Springs apontou sistema de combate a incêndio e equipamento de extração fora de validade. A empresa foi notificada a desconectar a cabine de extração até nova vistoria.

No dia da explosão, a licença da empresa junto à Oklahoma Medical Marijuana Authority e o registro no Oklahoma Bureau of Narcotics não eram válidos.

Grandes quantidades de propano líquido e equipamentos encontrados depois da explosão não estavam presentes na inspeção de janeiro.

O que ainda não se sabe

A causa não foi determinada. Investigam o caso o Oklahoma State Bureau of Investigation, o gabinete do fire marshal estadual, autoridades locais e o ATF. Sabe-se que a explosão começou na área de extração de THC e que gases inflamáveis podem estar envolvidos — nada além disso foi confirmado.

O processo

Ryan Bassham, 35 anos, dono da empresa, foi acusado de dois homicídios em primeiro grau e liberado sob fiança de US$ 2 milhões. Em 1º de setembro foi preso novamente, sob acusação de manter uma operação ilegal separada perto de Kellyville, envolvendo fabricação, tráfico de substância controlada e posse de arma de fogo.

São acusações. Nada foi julgado, e Bassham responde aos processos sem condenação.

O que o caso expõe

Extração com solvente é processo industrial: envolve gás inflamável sob pressão, e a diferença entre operação e acidente está no equipamento e na ventilação. É por isso que existe licença, inspeção e prazo de reinspeção.

Aqui, os três existiam. A notificação de janeiro identificou o risco com sete meses de antecedência — e a operação seguiu.