
Chanel, Dior, Balenciaga, Gaultier: a costura trocou quase todo o comando
Matthieu Blazy assinou a alta-costura da Chanel e Jonathan Anderson estreou na Dior, ao lado das estreias já conhecidas de Piccioli e Lantink. É uma troca de geração inteira.
Matthieu Blazy assinou a coleção de alta-costura da Chanel para 2026/27, com leitura ligada a narrativa de conto de fadas. Jonathan Anderson estreou na Dior, apostando em citação erudita. Somados a Pierpaolo Piccioli na Balenciaga e Duran Lantink na Jean Paul Gaultier, a temporada fecha com quatro das maiores casas assinadas por alguém que não assinava a anterior.
Isso não acontece com frequência
Troca de direção criativa em maison grande é evento raro e caro. Quatro no mesmo ciclo não é coincidência de mercado de trabalho — é um setor inteiro apostando que a saída para o momento é renovação de assinatura.
O que uma estreia entrega
Renovação é a ferramenta mais rápida que uma casa tem: o efeito aparece em uma coleção e reescreve a expectativa de toda a temporada.
O que ela não entrega é a terceira coleção — quando a novidade acabou e o que sobra é o trabalho. É ali que se descobre se a troca era diagnóstico ou pânico.
O detalhe que passa batido
Todas essas casas mudaram de mão. O ateliê, não. As mesmas costureiras que executavam a coleção anterior executam a nova — e é essa continuidade que permite a uma casa trocar de nome na porta sem perder o que a define.


