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POLÍTICA

Câmeras policiais não registraram mortes no Alemão e Penha

Relatório da Human Rights Watch analisou 4.400 horas de imagens e encontrou 278 episódios de obstrução de câmeras durante operação policial no Rio de Janeiro, sem registrar nenhuma das 123 mortes citadas pela Ponte Jornalismo

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Um relatório da Human Rights Watch, divulgado pela Ponte Jornalismo, revela que as câmeras corporais usadas durante a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, não registraram nenhuma das 123 mortes citadas pela Ponte Jornalismo. O levantamento analisou 4.400 horas de imagens e identificou 278 episódios de obstrução de câmeras. Segundo a Ponte Jornalismo, gravações de agentes do Bope foram interrompidas justamente no momento mais letal da operação. A política de câmeras corporais foi prometida como uma forma de controle da letalidade policial, mas o relatório mostra que ela falha justamente quando mais importa. Isso é especialmente relevante no contexto do Rio de Janeiro, onde o governador eleito, Douglas Ruas, quer premiar policiais ignorando a exigência de redução da letalidade, medida já adotada em 2019, ano de recorde de mortes por policiais no estado.